Publicações selecionadas & outras

"AIDS e envelhecimento homossexual: representações gerontológicas e a linguagem da patologia."
— João Paulo Gugliotti (2024).
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Mães em pré-crime: a vida antes do ato

Há um ponto preciso, na experiência contemporânea da maternidade, em que o futuro deixa de ser uma abstração e passa a operar como um regime de governo. Essa temporalidade antecipatória não é nova, mas sua intensificação recente revela algo fundamental sobre as formas contemporâneas de governar a vida. Assim como no filme Minority Report, de Steven Spielberg, em que o sistema de pré-crime promete eliminar assassinatos antes que eles aconteçam, o campo da saúde pública e da nutrição tem operado cada vez mais por meio de uma lógica que desloca o risco para o futuro.

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Como me tornei um teórico das mães?

Quando me perguntam — e acontece com mais frequência do que eu poderia antecipar — como um sociólogo formado no debate sobre AIDS, risco e sexualidade acabou escrevendo sobre mães, costumo hesitar. Não porque a resposta não exista, mas porque ela se deu como acontecem com certos deslocamentos silenciosos na vida acadêmica: por acumulação, por desvio, por acaso — e, sobretudo, por curiosidade.

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BIOSS no Congresso Brasileiro de Sociologia

No 22 Congresso Brasileiro de Sociologia João Paulo Gugliotti apresentou os resultados parciais da pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina da USP/King’s College London, sobre as representações de mulheres e mães em campanhas preventivas nas décadas de 1980 e 1990.

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Crise de solidão ou exaustão das relações?

Na era das redes digitais, vivemos menos uma crise de solidão e mais um esvaziamento da qualidade dos vínculos. A hiperconexão acelera e fragiliza as relações, substituindo laços fortes por interações superficiais. Turkle, Illouz e Martino ajudam a compreender essa nova arquitetura afetiva.

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aids e envelhecimento.

ouça a entrevista à rádio ufscar.