Publicações selecionadas & outras
prêmio ABEU
BIOSSLab tem livro premiado.saúde coletiva e saúde dos povos.
veja o simcol.doc produzido pelo BIOSSLab.“AIDS e envelhecimento homossexual: representações gerontológicas e a linguagem da patologia.”
aids e envelhecimento.
ouça a entrevista à rádio ufscar.Há ainda ceticismo?
Nas últimas semanas, uma molécula até então restrita aos circuitos especializados da biologia celular passou a circular com desenvoltura pelos noticiários, programas de televisão e redes sociais: a polilaminina. Apresentada em manchetes como “nova esperança” para lesões medulares e doenças neurológicas, ela foi rapidamente investida de um estatuto simbólico que ultrapassa em muito o que a literatura científica atualmente permite sustentar.
A ciência em pre-print
Desde a pandemia de Covid-19, a ciência passou a circular em tempo real. Resultados preliminares, publicados como pre-prints, deixaram de ser documentos internos do campo científico e se tornaram objetos centrais de disputa pública. Este ensaio analisa como essa aceleração da produção e circulação do conhecimento reconfigurou a autoridade científica, alimentou controvérsias em torno de terapias ineficazes e contribuiu para novos sentidos da hesitação vacinal.
Onde começa, afinal, A Redenção de Cam?
Durante mais de um século, A Redenção de Cam, pintada por Modesto Brocos em 1895, tem sido lida como uma imagem sobre o futuro racial do Brasil no imediato pós-Abolição. O olhar crítico costuma se deter no bebê. Antes de qualquer redenção, há uma mulher sentada, um ventre que já cumpriu sua função e outro que ainda a carrega como expectativa, e uma economia simbólica da cena que faz da maternidade — mais do que da infância — o verdadeiro ponto de partida da história da eugenia.
Colecionar, navegar, adoecer: ciência, império e as origens esquecidas do Antropoceno
O Antropoceno não começou com a indústria, mas com a crença de que nada se perdia. Gabinetes de curiosidades, extinções silenciosas e epidemias marítimas compõem uma mesma história: a de um mundo intensamente conectado e desigualmente adoecido.
Intimidades em ciclo delicado
A máquina de lavar encena, no espaço doméstico, uma velha fantasia da Guerra Fria: controle total, eficiência absoluta, nenhum ruído fora do previsto. As feiras do progresso exibiam eletrodomésticos enquanto os mísseis eram calibrados; hoje, sensores e servidores ocupam esse lugar. Não há sirenes nem quartéis, apenas notificações e ciclos automáticos.
Como a tuberculose inventou a magreza como ideal de beleza feminina
Antes de ser combatida, a tuberculose foi admirada — e moldou silenciosamente o ideal de beleza feminina. Durante boa parte do século XIX, adoecer de tuberculose não significava apenas enfrentar uma doença grave. Antes da descoberta do bacilo por Robert Koch, a enfermidade existia como narrativa moral e estética: emagrecer, empalidecer, consumir-se lentamente eram sinais de uma interioridade intensa, quase refinada.
Mães em pré-crime: a vida antes do ato
Há um ponto preciso, na experiência contemporânea da maternidade, em que o futuro deixa de ser uma abstração e passa a operar como um regime de governo. Essa temporalidade antecipatória não é nova, mas sua intensificação recente revela algo fundamental sobre as formas contemporâneas de governar a vida. Assim como no filme Minority Report, de Steven Spielberg, em que o sistema de pré-crime promete eliminar assassinatos antes que eles aconteçam, o campo da saúde pública e da nutrição tem operado cada vez mais por meio de uma lógica que desloca o risco para o futuro.
Como me tornei um teórico das mães?
Quando me perguntam — e acontece com mais frequência do que eu poderia antecipar — como um sociólogo formado no debate sobre AIDS, risco e sexualidade acabou escrevendo sobre mães, costumo hesitar. Não porque a resposta não exista, mas porque ela se deu como acontecem com certos deslocamentos silenciosos na vida acadêmica: por acumulação, por desvio, por acaso — e, sobretudo, por curiosidade.
Participação do BIOSS-Lab na FAPESP Interdisciplinary School 2025
Entre os dias 1 e 5 de dezembro de 2025, o BIOSS-Lab participou da FAPESP Interdisciplinary School – Humanities, Social Sciences and Arts, realizada no Instituto Principia, em São Paulo.
Somos finalistas do Prêmio ABEU/2025
“AIDS e envelhecimento homossexual: representações gerontológicas e a linguagem da patologia”, livro de João Paulo Gugliotti, é finalista do Prêmio ABEU 2025, na categoria Ciências da Vida.